Este blog é exclusivamente dedicado a publicar os trabalhos realizados pelos meus alunos e assuntos relacionados às nossas aulas.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Gabarito 13-05-13
Seguem aí os gabaritos das atividades de 13/05/13.
Atividade do 2º ano.
Atividade do 3º ano.
Fui!
Ana Paula.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Dom Casmurro e As meninas
Pessoal do 2º e 3º anos, seguem aí os links para quem quiser baixar os livros Dom Casmurro de Machado de Assis e As meninas de Lygia Fagundes Telles.
Aproveitem!
Aproveitem!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Gabarito 06-05-2013
Seguem abaixo os gabaritos das atividades do dia 06-05-2013 (disponíveis apenas em 13-05-2013).
Gabarito 2º ano.
Gabarito 3º ano.
Abs!
Gabarito 2º ano.
Gabarito 3º ano.
Abs!
domingo, 12 de maio de 2013
Interpretação de Texto III
Fala tu!
Chegamos à terceira semana e como eu sou brasileira e não desisto nunca, está aí mais uma bateria de exercícios mudando apenas as habilidades que agora são:
H07 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
H08 - Identificar o gênero de diferentes textos.
H09 - Reconhecer os elementos de comunicação.
H10 - Identificar as funções da linguagem.
H11 - Reconhecer os modos de organização das diferentes tipologias textuais.
H12 - Reconhecer características dos textos poéticos.
Agora é só acessar os links abaixo:
See you later!
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Interpretação de texto II
E aí?
Mais uma vez estou postando exercícios baseados nas provas do Saerjinho. Como já conversei em sala com vocês, não valem ponto, porém, convém que todos façam para que vocês se familiarizem cada vez mais com a linguagem da avaliação e trabalhem interpretação de texto.
Desta vez, os links são diferentes: um para o 2º e outro para o 3º ano. E, além de estarmos trabalhando as habilidades da atividade anterior, existem mais duas:
H3 - Inferir uma informação implícita em um texto.
H4 - Identificar o tema de um texto.
H5 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
Agora é com vocês!
Atividade do 2º ano.
Atividade do 3º ano.
Abraços,
Ana Paula.
Mais uma vez estou postando exercícios baseados nas provas do Saerjinho. Como já conversei em sala com vocês, não valem ponto, porém, convém que todos façam para que vocês se familiarizem cada vez mais com a linguagem da avaliação e trabalhem interpretação de texto.
Desta vez, os links são diferentes: um para o 2º e outro para o 3º ano. E, além de estarmos trabalhando as habilidades da atividade anterior, existem mais duas:
H3 - Inferir uma informação implícita em um texto.
H4 - Identificar o tema de um texto.
H5 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
Agora é com vocês!
Atividade do 2º ano.
Atividade do 3º ano.
Abraços,
Ana Paula.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Entrevista (Gênero Textual)
Meu povo da 1002 do Pandiá,
logo abaixo vocês verão o que é e como se faz uma entrevista. Esta matéria foi retirada do site http://www.brasilescola.com/redacao/um-genero-textual-cotidiano-jornalistico.htm e irá ajudar vocês com o trabalho de inglês.
Prof.ª Ana Paula.
logo abaixo vocês verão o que é e como se faz uma entrevista. Esta matéria foi retirada do site http://www.brasilescola.com/redacao/um-genero-textual-cotidiano-jornalistico.htm e irá ajudar vocês com o trabalho de inglês.
Você já percebeu a variedade de textos que permeiam o nosso cotidiano?
Muitas vezes nos deparamos com os mesmos, e nem nos atentamos para uma análise mais aprofundada sobre o discurso, isto é, qual a finalidade, o que se pretende com a comunicação realizada?
A linguagem tem uma função social, a qual pauta-se por uma finalidade específica, seja para persuadir, convencer sobre algo, relatar acontecimentos, instruir, informar, entre outros objetivos.
Mais especificamente daremos ênfase a um gênero textual denominado entrevista.
A todo instante nos deparamos com pessoas concedendo entrevistas a uma emissora de TV, a um programa de rádio, ou também travamos contato com a leitura de entrevistas publicadas pelos jornais de grande circulação e por uma diversidade de revistas.
A entrevista é essencialmente oral e requer uma postura adequada tanto por parte de quem a elabora quanto por parte de quem a responde. Portanto, deve-se dar maior atenção no que se refere à linguagem, pois é algo que se tornará acessível ao público de uma forma geral.
O uso de gírias, chavões e de uma linguagem informal não é aconselhável, pois o objetivo maior é fazer com que o leitor/expectador se interaja com o conhecimento do entrevistado sobre um determinado assunto.
A elaboração prévia a respeito do assunto que será discutido é de suma importância, pois o entrevistador precisa dominar o assunto em pauta, de modo a evitar algumas falhas indesejáveis. Como também, o mesmo deverá se manter totalmente imparcial, na qual a objetividade deverá prevalecer sempre, sobretudo porque nesse momento é preciso que se promova uma total credibilidade.
Estruturalmente, a entrevista compõe-se dos seguintes elementos:
- Manchete ou título - Essa é uma parte que deverá despertar interesse no interlocutor envolvido, podendo ser uma frase criativa ou pergunta interessante.
- Apresentação - É o momento em que se apresentam os pontos de maior relevância da entrevista, como também se destaca o perfil do entrevistado, sua experiência profissional e seu domínio em relação ao assunto abordado.
- Perguntas e respostas - Basicamente, é a entrevista propriamente dita, na qual são retratadas as falas de cada um dos envolvidos.
Entretanto, há algumas entrevistas que não seguem este padrão, ou seja, umas apresentam um roteiro mais conciso somente de perguntas e respostas, outras, ao invés de retratar as falas em seu modo literal, optam por transcrevê-las usando um discurso indireto, ou, até mesmo, muitas trazem um texto introdutório e mais detalhado, com informações sobre o local, a data e duração da entrevista.
Por Vânia Duarte _Graduada em Letras
domingo, 28 de abril de 2013
Interpretação de Texto I
Olá, moçada do C.E.W.O!
Devido às dificuldades encontradas no Saerjinho para interpretar textos, estou disponibilizando a partir de hoje algumas questões do banco de dados do próprio Saerjinho correspondentes às seguintes habilidades exigidas:
Devido às dificuldades encontradas no Saerjinho para interpretar textos, estou disponibilizando a partir de hoje algumas questões do banco de dados do próprio Saerjinho correspondentes às seguintes habilidades exigidas:
- H01 - Localizar informações explícitas em um texto.
- H02 - Inferir sentido de palavra ou expressão.
- H06 - Interpretar com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.)
Façam os exercícios e corrigiremos juntos em sala na próxima aula (05/05/2013).
Atenção! NÃO VALE PONTO! Estas atividades são para auxiliar vocês nas próximas avaliações, já que o peso delas é 10,0 pontos agora!!!
Então, cliquem no link abaixo e divirtam-se! É o que tem prá hoje!
Um forte abraço,
Ana Paula.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
O angu poético de Oswald de Andrade
Luiz Henrique Gurgel
Exportar poesia. Poesia Pau-Brasil. No dia 18 de março de 1924, Oswald de Andrade, um dos mentores do modernismo brasileiro, lança no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, o Manifesto Pau-Brasil, ideário daquilo que o escritor entendia por poesia brasileira.
A poesia existe nos fatos, diz o manifesto. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.
O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica.
O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica.
Tal como aquela madeira, nosso primeiro produto de exportação e primeiro sinal de existência do Brasil para o mundo, Oswald propõe sinalizar o país com uma poesia renovadora, solta dos modelos poéticos importados do século 19, capaz de captar nossa originalidade nativa: a língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.
Ele embaralhava e confundia as noções de nacional e cosmopolita, primitivo e moderno, vanguarda e tradição:
Temos a base dupla presente – a floresta e a escola. (...)
Um misto de “dorme nenê que o bicho vem pegá” e de equações. (...)
Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar.
Temos a base dupla presente – a floresta e a escola. (...)
Um misto de “dorme nenê que o bicho vem pegá” e de equações. (...)
Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar.
Monteiro Lobato chamou isso de “processo de atrapalhação”. Para ele, Oswald fazia um “angu completo dos valores e regras universalmente aceitas”.
Oswald não exigia fórmulas estéticas para nossa poesia, só propunha uma poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança. Não se trata de nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. É apenas ver com olhos livres.
Oswald não exigia fórmulas estéticas para nossa poesia, só propunha uma poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança. Não se trata de nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. É apenas ver com olhos livres.
O manifesto chacoalhou a literatura brasileira.
Para quem quiser ler a íntegra do Manifesto da Poesia Pau-Brasil e do Manifesto Antropófago, também de Oswald de Andrade, acesse:
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Crônica
Estamos iniciando mais um bimestre e um de nossos eixos é a Crônica.
Confesso que é um tema o qual eu tenho profunda adoração e acredito que seja esse o tipo de literatura que afaga o coração, que nos faz rir, chorar e principalmente, faz com que nós nos vejamos retratados naquelas poucas linhas.
Mas, o que é crônica? Como construir uma crônica?
Abaixo está o vídeo da professora Clóris Torquato refletindo sobre o gênero "crônica" e sua análise de alguns textos enviados à Olimpíada de Língua Portuguesa.
Assistam:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UEQbIBeqEnI
Logo abaixo podemos ler uma crônica do Zuenir Ventura:
Confesso que é um tema o qual eu tenho profunda adoração e acredito que seja esse o tipo de literatura que afaga o coração, que nos faz rir, chorar e principalmente, faz com que nós nos vejamos retratados naquelas poucas linhas.
Mas, o que é crônica? Como construir uma crônica?
Abaixo está o vídeo da professora Clóris Torquato refletindo sobre o gênero "crônica" e sua análise de alguns textos enviados à Olimpíada de Língua Portuguesa.
Assistam:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UEQbIBeqEnI
Logo abaixo podemos ler uma crônica do Zuenir Ventura:
Um
idoso na fila do Detran
“O
senhor aqui é idoso”, gritava a senhora para o guarda, no meio da confusão na
porta do Detran da Avenida Presidente Vargas, apontando com o dedo o tal
"senhor". Como ninguém protestasse, o policial abriu caminho para que
o velhinho enfim passasse à frente de todo mundo para buscar a sua carteira.
O jornal tem recebido muitas
cartas elogiando e outras criticando aquele departamento de tão má reputação.
Afinal, melhorou ou não o serviço? Cheguei a pensar em sugerir à editoria de
Cidade que mandasse fazer uma daquelas matérias em que o repórter desse o seu
testemunho. Simularia tirar uma carteira e assim desfaria as dúvidas.
Agora, ali, no posto da Gávea,
esperando a minha vez, eu me sentia fazendo as funções desse repórter, e tudo
começava bem. A operação toda não demorou nem meia hora e eu já ia aplaudir o
atendimento, quando, ao lado da boa notícia - aprovação no exame de vista - me
deram uma má: teria que ir à Avenida Presidente Vargas para pegar a carteira.
Foi assim que acabei assistindo
àquela confusão de que falei no início. Aliás, não só assisti como dela
participei: o “idoso” que a dama solidária queria proteger do empurra-empurra
não era outro senão eu.
Até hoje não me refiz do choque,
eu que já tinha me acostumado a vários e traumáticos ritos de passagem para a
maturidade: dos 40, quando em crise se entra pela primeira vez nos “enta”; dos
50, quando, deprimido, se sente que jamais vai se fazer outros 50 (a gente acha
que pode chegar aos 80, mas aos 100?); e dos 60, quando um eufemismo diz que a
gente entrou na "terceira idade". Nunca passou pela minha cabeça que
houvesse uma outra passagem, um outro marco aos 65 anos. E, muito menos, nunca
achei que viesse a ser chamado, tão cedo, de "idoso", ainda mais numa
fila do Detran.
Na hora, tive vontade de pedir à
tal senhora que falasse mais baixo. Na verdade, tive vontade mesmo foi de lhe
dizer: “idoso é o senhor seu pai”. O que mais irritava era a ausência total de
hesitação ou dúvida. Como é que ela tinha tanta certeza? Que ousadia! Quem lhe
garantia que eu tinha 65 anos, se nem pediu pra ver minha identidade? E o
guarda paspalhão, por que não criou um caso, exigindo prova e documentos? Será
que era tão evidente assim?
Como além de idoso eu era um
recém-operado, acabei aceitando ser colocado pela porta adentro. Mas confesso
que furei a fila sonhando com a massa gritando, revoltada: “esse coroa tá
furando a fila! Ele não é idoso! Manda ele lá pro fim!” Mas que nada, nem um
pio.
O silêncio de aprovação
aumentava o sentimento de que eu era ao mesmo tempo privilegiado e vítima - do
tempo. Me lembrei da manhã em que acordei fazendo 60 anos: “Isso é uma
sacanagem comigo”, me disse, “eu não mereço”. Há poucos dias, ao revelar minha
idade, uma jovem universitária reagira assim: “Mas ninguém lhe dá isso”. Respondi que, em matéria de idade, o
triste é que ninguém precisa dar para você ter. De qualquer maneira, era um
gentil consolo da linda jovem. Ali na porta do Detran nem isso, nenhuma alma
caridosa para me “dar” um pouco menos.
Subi e a mocinha da mesa de
informações apontou para os balcões 15 e 16, onde havia um cartaz avisando:
“Gestantes, deficientes físicos e pessoas idosas”. Hesitei um pouco e ela, já
impaciente, perguntou: “o senhor não tem mais de 65 anos, não é idoso?”
- Não, sou gestante - tive
vontade de responder, mas percebi que não carregava nenhum sinal aparente de
que tinha amamentado ou estava prestes a amamentar alguém. Saí resmungando:
“não tenho mais, tenho só 65 anos”.
O ridículo, a partir de uma
certa idade, é como você fica avaro em matéria de tempo: briga por causa de um
mês, de um dia. “Você nasceu no dia 14, eu sou do dia 15”, já ouvi essa
discussão.
Enquanto espero ser chamado, vou
tentando me lembrar quem me faz companhia nesse triste transe. Aí, se não me
falha a memória - e essa é a segunda coisa que mais falha nessa idade - me
lembro que Fernando Henrique, Maluf e Chico Anysio estariam sentados ali
comigo. Por associação de idéias, ou de idades, vou recordando também que só no
jornalismo, entre companheiros de geração, há um respeitável time dos que não
entram mais em fila do Detran, ou estão quase não entrando: Ziraldo, Dines,
Gullar, Francis, Evandro Carlos, Milton Coelho, Janio de Freitas (Lemos,
Barreto, Armando e Figueiró já andam de graça em ônibus há um bom tempo). Sei
que devo estar cometendo injustiça com um ou outro - de ano, meses ou dias - e
eles vão ficar bravos. Mas não perdem por esperar: é questão de tempo.
Ah, sim, onde é que eu estava
mesmo? “No Detran”, diz uma voz. Ah, sim. “E o atendimento?” Ah, sim, está mais
civilizado, há mais ordem e limpeza. Mas, mesmo sem entrar em fila, passa-se um
dia para renovar a carteira.
Por via das dúvidas, acho melhor
o jornal mandar um repórter não-idoso fazer a matéria.
(Crônica de
Zuenir Ventura publicada no Jornal do Brasil, 7/9/96.)
A crônica se relaciona com o nosso dia-a-dia! Está presente em situações pelas quais passamos em nossas vidas. A crônica do Ventura conversa com o vídeo abaixo do Comédia MTV:
http://www.youtube.com/watch?v=HAZGEQP_M0M&feature=player_embedded
Viram? Tudo o que fazemos, pensamos, pode resultar em um boa crônica.
Que tal começarmos a escrever?
São Gonçalo
Iguaba Grande - RJ, Brasil
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